PRA TUDO VER



O trabalho parte da percepção de que corpos são constantemente atravessados no espaço público: por olhares, palavras, assédios, presenças e pelo medo.
A ação propõe uma ressignificação desse atravessamento, deslocando a posição do corpo para um lugar ativo: olhar de volta, sustentar o olhar, tensionar as dinâmicas de visibilidade e silenciamento.
A coleção apresentada é composta por peças em tecido vermelho, pintadas manualmente com repetição de olhos, abertos, fechados, diversos. A partir desses tecidos, são desenvolvidas peças únicas, com modelagens que se adaptam a diferentes corpos.
Os corpos dos modelos também são estampados pela artista, expandindo a pintura para além do tecido e afirmando o corpo como superfície ativa da obra.
2018
dezembro . CASA SAPUCAI - pocket show Jhê, desfile-ação.
Fotografia: Arthur de Costas