


MAMILOS LIVRES
O trabalho integra uma pesquisa contínua sobre o corpo feminino e os sistemas de restrição, controle e normatização que o atravessam.
A partir de uma investigação obsessiva sobre a forma do seio (recorrente também em produções em cerâmica), a coleção evidencia a disparidade entre a percepção do corpo no espaço social. Enquanto o torso masculino nu é naturalizado, o feminino é reiteradamente associado à obscenidade, ao excesso e à interdição.
A noção de pudor é tensionada como construção cultural, vinculada à produção de vergonha e à objetificação do corpo.
No desfile-performance, roupas e corpos são pintados com imagens de seios, deslocando signos de nudez e questionando seus limites simbólicos.
A ação propõe uma inversão: expor o que é constantemente interditado e evidenciar os mecanismos que regulam o olhar.
2019
novembro . ESPAÇO CORDA - pocket show Sara Não Tem Nome, desfile-ação, pintura.
Fotografia: Victor Gomes