


MULHER: O FETICHE DA MERCADORIA
O trabalho parte do conceito de fetichismo da mercadoria, formulado por Karl Marx em O Capital (1867), no qual as relações sociais de produção são ocultadas e substituídas por valores aparentemente autônomos.
Transposto para a contemporaneidade, esse mecanismo se manifesta na objetificação do corpo feminino, atravessado por padrões estéticos, violências estruturais e processos de apagamento.
A pesquisa, desenvolvida ao longo de um ano, investiga como o corpo da mulher é inscrito nesse sistema, simultaneamente como mercadoria e agente de sua própria reprodução.
O corpo feminino é fragmentado, consumido e reiterado como imagem. Mulheres consomem mulheres. Homens consomem mulheres. O fetiche se retroalimenta.
Entre dados, imagens e experiências, o trabalho afirma: o maior fetiche é o próprio corpo feminino.
Performance, 5 mil peças de cerâmica e instalação.
2019
dezembro . PALACIO DAS ARTES
novembro . ESPAÇO CORDA
outubro . GALERIA ESCOLA GUIGNARD
Fotografia: Analu Gaspar, Victor Gomes