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mulher: O FETICHE DA MERCADORIA



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Revisitado em 2025, o trabalho se desloca para o espaço do consumo cotidiano. A ação incorpora duas prateleiras de supermercado, preenchidas por produtos diversos, diante das quais uma persona embalada realiza suas compras.
A figura, ao mesmo tempo corpo e mercadoria, ativa uma zona de indistinção entre consumo e identidade. O gesto cotidiano de comprar é tensionado como prática incorporada, repetida e naturalizada.
O fetiche se apresenta como estrutura: organiza desejos, escolhas e modos de existir.
Entre prateleiras e embalagens, o corpo feminino circula como produto e consumidora de si.
PERFORMANCE. 2025. GALERIA MAMA CADELA. BH - MG
fotos: Mayka Bretas
video: Hernane Ribeiro
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